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John Doe
John Doe
Comentário · há 2 anos
Todo o tipo de estudo é válido, mas nem sempre as conclusões obtidas são válidas, no sentido de poderem ser usados como diagnóstico do problema. Me parece que é o caso aqui. Muito fatores precisam ser avaliados. Por exemplo, não se pode dirigir a conclusão para os fatores de falta de agentes e tempo de trabalho nas torres. Os exemplos "emblemáticos" oferecidos, por si mesmos, desmentem esses motivos. No de Araraquara o suicida matou-se 5 minutos depois de iniciar o trabalho (não por ter ficado lá muito tempo). No outro, o agente matou-se depois de perder um cargo de chefia. Outros fatores importantes que não podem ser deixados de fora: a) As pessoas que se candidatam para exercer a função de agente penitenciário o fazem por vocação? Talvez seja justamente a falta de perspectiva, talvez a própria imagem distocida e baixa estima que levam a essa escolha. Talvez muitos pensam que não conseguirão mesmo suportar o trabalho, mas fazem o concurso achando que será uma forma de entrada na "carreira pública". Ou seja, os problemas que levaram ao suicídio foram causados pela profissão ou já estavam lá (e, ao contrário, a própria profissão é decorrência deles)? b) Estudos feitos em vários países do mundo mostram que existem elevadas taxas de suicídio nas profissões relacionadas com segurança. Os estudos apontam que o principal fator para essa taxa maior que as demais profissões é a disponibilidade de armas letais. Ou seja, o pensamento suicida ocorre de forma mais frequente do que se pensa, na população em geral, em todas as profissões, mas esse impulso encontra meio imediato de efetivação quando uma arma está disponível. A gente aqui (no Brasil) precisa se acostumar a fazer diagnósticos e tomar decisões administrativas e políticas públicas com base em estudos. Isso é ótimo. Mas não se pode definir conclusões e começar a "tomar providências" com base em avaliações superficiais. As avaliações devem olhar todos os ângulos, considerar todas as implicações importantes. Fazer análise critica,inclusive a respeito do próprio estudo.
Alexandre Pedó, Advogado
Alexandre Pedó
Comentário · há 2 anos
Respeito o posicionamento do articulista, mas discordo em vários aspectos: 1º receber auxílio-moradia ou qualquer outro a título de verba indenizatória, em que pese revestido de legalidade, se revela absolutamente imoral, porquanto camufla verdadeiros aumentos não sujeitos à tributação pertinente; 2º o subsídio da magistratura, por si somente, se presta muito bem ao pagamento das despesas do magistrado, seja com moradia, alimentação, educação dos filhos, etc.... se pretende ganhar mais, deveria abrir mão do cargo público e se lançar à concorrência do mercado de trabalho privado; 3º é absoluamente imoral um magistrado perceber auxílio moradia que orbita a cifra dos R$ 5.000,00 quando boa parte da população - que paga o seu subsídio - receber salários inferiores a esta cifra e, ainda assim, ter que sustentar o seu próprio aluguel; 4º o que a magistratura faz pelo cidadão brasileiro não é favor tampouco necessita ser louvado pela "grande mídia", conforme refere o articulista; trata-se tão somente de obrigação decorrente da função pública que exerce; 5º Não consigo, pessoalmente, conceber as discrepantes diferenças entre os salários dos funcionários públicos entre si. Países com grande IDH possuem diferenças salariais entre as mais variadas categorias que não ultrapassam a 10 vezes o menor salário pago ao funcionalismo (além do que tem uma máquina estatal muito menos inchada e que custa muito menos do que a nossa, em geral e, especialmente o Poder Judiciário); 6º Faço, todavia, o contraponto de que a sociedade, em geral, é quem confere status de endeusamento aos juízes, o que não se repete em países com melhor grau de intelectualidade, em que os juízes são respeitados pelo cargo que exercem, mas são tratados e se portam como servidores públicos, o que de fato são. Desta feita, dizer que recebe legalmente valores que são imorais não serve de argumento ao meu convencimento como cidadão. Respeito, reitero, a opinião do articulista... mas como cidadão e contribuinte, me sinto oprimido pelos escorchantes impostos que me são cobrados (sou empregador da inciativa privada) para o sustento da máquina pública, inclusive dos senhores juízes de quaisquer esferas. Cordialmente... Alexandre
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